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Aquilombar 2024 | Ancestralizando o Futuro




Na última quinta-feira (16), Brasília recebeu a 2ª edição do Aquilombar, com o tema 'Ancestralizando o Futuro'. Organizado pela Coordenação Nacional de Articulação de Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), o evento ocorreu no Espaço Funarte.


O Aquilombar busca fortalecer a herança cultural afro-brasileira, criando um espaço de interação para as comunidades negras rurais. Através da troca de vivências, saberes e experiências, o encontro contribui para o fortalecimento dos quilombos. A programação contou com performances culturais, palestras, exposições artísticas e uma feira temática quilombola. Também ocorreram rodas de conversa e uma marcha ao Congresso Nacional.


Luzinete Serafim, conhecida como Luzia, da comunidade quilombola de São Domingos, no município de Conceição da Barra (ES), falou com Vida e Juventude sobre o Aquilombar, destacando como espaço importante de articulação e luta “É onde os quilombolas podem chegar e reivindicar os seus direitos, é isso que a gente veio fazer”. Luzia também enfatizou a questão da demarcação dos territórios: "O que precisamos imediatamente é da demarcação dos nossos territórios. Quando o território é demarcado, a gente sabe que as outras coisas, pouco a pouco, vão chegar. Sem o território, a gente não vai receber as políticas públicas”.


Terezino Trindade, da comunidade quilombola do Angelim I, Sapê do Norte, do município de Conceição da Barra (ES), destacou a importância do evento como um espaço de afirmação e luta por políticas públicas. "Estar nesse evento, com todo Brasil, significa uma afirmação da nossa identidade enquanto povo negro e uma reafirmação da nossa luta e trajetória em busca de políticas públicas e dos nossos direitos de fato", afirmou Terezino.


Ao final da programação, foi divulgada a Carta Política do II Ato Público realizado pela CONAQ "Aquilombar: Ancestralizando o Futuro". O documento aponta para uma série de demandas relacionadas a violações dos direitos quilombolas no Brasil, incluindo questões territoriais, justiça climática e acesso à justiça, entre outros pontos.


Para saber mais sobre o evento acesse: https://conaq.org.br/



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