ATL em Roraima reúne lideranças indígenas em defesa de direitos e territórios
- ASCOM

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Atualizado: há 12 horas
17/04/2026
Participação do Vida e Juventude em mesas de debate fortalece o diálogo sobre políticas públicas e enfrentamento às violências
Entre os dias 5 e 11 de abril, a comunidade indígena Mangueira, no município de Amajari (Roraima), recebeu o VI Acampamento Terra Livre (ATL), reunindo lideranças indígenas, juventudes e representantes de diferentes povos em um espaço de articulação política, denúncia e fortalecimento coletivo em defesa de seus direitos.
Organizado por entidades indígenas, com destaque para o Conselho Indígena de Roraima, o encontro reuniu participantes em uma programação que incluiu rodas de conversa, momentos formativos e atos públicos voltados à defesa dos territórios e à garantia de direitos.

Ao longo das atividades, foram denunciadas violações enfrentadas pelos povos indígenas, especialmente relacionadas à invasão de terras, impactos socioambientais e ausência de políticas públicas efetivas. As falas também destacaram a importância da proteção dos territórios como condição fundamental para a manutenção da vida, da cultura e do Bem Viver.
Participação do Vida e Juventude
O Vida e Juventude, por meio de suas equipes, participou da programação do ATL em Roraima, integrando espaços estratégicos de debate e construção coletiva. No dia 07 de abril, a equipe esteve presente na mesa que integrou o Encontro Estadual de Lideranças e Gestores de Políticas Públicas, com o tema “Fortalecendo o diálogo e a construção de políticas públicas”, contribuindo com reflexões sobre a importância da articulação entre Estado e povos indígenas na formulação de políticas públicas específicas.

A organização também participou de uma plenária sobre violência contra as mulheres, espaço em que coordenadoras regionais compartilharam relatos e análises sobre as situações vivenciadas por mulheres nas comunidades indígenas, evidenciando desafios estruturais e a urgência de ações de proteção e garantia de direitos.
Nesse contexto, a coordenadora assistente Vanessa Xavier destaca que a experiência no ATL evidenciou, de forma sensível, a complexidade dos territórios e das lutas vividas pelos povos indígenas:
“A vivência do ATL enquanto Vida e Juventude trouxe para nossas equipes um fragmento sobre estar presente em território ancestral de vida, de luta, de resistência, mas também das dores dos povos indígenas de Roraima. Os gritos pedindo justiça não foram somente pela morte do jovem Gabriel Ferreira, mas por todas as lideranças que tiveram seu sangue derramado ou possuem marcas das violências impostas pelas ameaças históricas enfrentadas por estes povos, que remontam aos tempos da colonização.”

Ela também chama atenção para a força das juventudes indígenas e para os impactos emocionais das violências recentes vividas nos territórios:
“Destaco ainda a força, a alegria, a resistência e a energia das juventudes, que foram marcantes neste ATL, e o choro pela recente morte do companheiro de luta trouxe à tona a preocupação deles e delas em viver e poder lutar por seus direitos e de seus territórios sem medo. Que nós, enquanto organização da sociedade civil, possamos continuar contribuindo na construção de políticas públicas que garantam os direitos dos povos indígenas, a partir de contínuo diálogo e parceria com o movimento indígena, respeitando suas lideranças e seus territórios.”

A participação do Vida e Juventude nesses espaços reforça o compromisso institucional com a escuta qualificada e o fortalecimento de estratégias de proteção em diálogo com os territórios.
O encerramento do acampamento foi marcado por um chamado coletivo por justiça e pelo fortalecimento de ações que garantam a autonomia e os direitos dos povos indígenas, reforçando a necessidade de compromisso do Estado brasileiro com essas agendas.
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ASCOM - Vida e Juventude
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